Rádio 7 Online

Exército usa 250 militares na ajuda a flagelados na Fronteira Oeste

Mais de 130 famílias foram retiradas de residências alagadas em Alegrete

14/01/2019 09h44
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Gaúcha ZH
Equipes retiram bens de residências alagadas. Fotos: CMS / divulgação
Equipes retiram bens de residências alagadas. Fotos: CMS / divulgação

Com armas deixadas de lado, soldados do Exército estão há cinco dias dedicados a outra tarefa: resgatar flagelados pelas enchentes na Fronteira Oeste. Mais de 250 militares do Comando Militar do Sul (CMS, que reúne tropas dos três Estados do Sul) atuam em Alegrete, Uruguaiana, Quaraí, Dom Pedrito e Rosário do Sul. 

As fortes chuvas caem na região desde a semana passada e causaram o aumento do nível dos rios Uruguai, Ibirapuitã, Santa Maria e Vacacaí.

Alegrete é a cidade que recebe o maior número de soldados. São 80 militares do 6º Regimento de Cavalaria Blindada, do 12º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, do 10º Batalhão Logístico, da 2ª Cia de Engenharia de Combate Mecanizada e 12ª Cia de Comunicações. Eles desencadearam a Operação Sanga Cheia, em apoio aos 4,3 mil flagelados pela enchente do Rio Ibicuí.

Mais de 130 famílias (cerca de 700 pessoas) precisaram ser removidas de lares alagados. Os atingidos foram transportados para o Ginásio Oswaldo Aranha, CTG Honório Lemes, Escola Neyta Ramos e para residências de parentes e amigos. Para auxiliar no serviço, são usados caminhões com tração em seis rodas, com capacidade para circular com até um metro de água em alagamentos.

Os militares também fazem montagem de barracas, o abastecimento de água nos abrigos, o transporte de funcionários da Corsan pelo Rio Ibirapuitã (para manutenção das bombas de captação de água) e o transporte de equipes da concessionária de energia elétrica RGE para acessar transformadores em áreas alagadas. 

É no 6º RCB do Exército, aliás, que está montado o Centro de Operações de apoio à Defesa Civil.

— As atividades vão desde a retirada de galhos e troncos nas ruas da cidade, passando pela evacuação de bens e pessoas de áreas de risco ou já tomadas pelas águas, retirada de entulhos e fornecimento de água potável até o recolhimento e distribuição de donativos da comunidade aos atingidos. Ficaremos 24 horas por dia, 7 dias por semana nestas ações, de forma ininterrupta, até que a calamidade esteja sob controle — promete o general Antônio Miotto, Comandante Militar do Sul.

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