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CASO POTRICH

MP recorre de decisão que negou prisão preventiva de homem denunciado por matar gerente do Sicredi de Anta Gorda

O MP ainda reitera a necessidade da prisão em virtude da possibilidade do réu, que possui dupla cidadania e elevada condição financeira, e pode deixar o país a qualquer momento para se ver livre das acusações e dos crimes que lhe são imputados.

13/04/2019 19h12
Por: Gilmar Machado
Fonte: MP-RS
Imagens das câmeras de vídeo que constam no processo
Imagens das câmeras de vídeo que constam no processo

O Promotor de Justiça André Prediger apresentou, nesta sexta-feira, 12, recurso em sentido estrito à 1ª Vara Judicial de Encantado para reformar a decisão que negou pedido de prisão preventiva de Carlos Alberto Weber Patussi, denunciado pela morte do gerente do Sicredi de Anta Gorda, Jacir Potrich. No recurso, o promotor de Justiça frisa que a prisão é necessária para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação da lei penal.

O recurso destaca que a comunidade recebeu com indignação e sentimento de injustiça a decisão que negou o pedido de prisão preventiva do réu. Nesse sentido, o promotor de Justiça destaca que o conceito de ordem pública não se limita a prevenir a reprodução de fatos criminosos, mas também a acautelar o meio social e a própria credibilidade da Justiça em face da gravidade do crime e de sua repercussão. O MP ainda reitera a necessidade da prisão em virtude da possibilidade do réu, que possui dupla cidadania e elevada condição financeira, e pode deixar o país a qualquer momento para se ver livre das acusações e dos crimes que lhe são imputados.

DENÚNCIA

A Promotoria de Justiça de Encantado apresentou, nesta quinta-feira, 11, denúncia contra Carlos Alberto Weber Patussi pelo homicídio triplamente qualificado de Jacir Potrich, 55 anos, desaparecido em 13 de novembro do ano passado. A denúncia foi recebida pela Justiça no mesmo dia, mas o pedido de prisão preventiva do denunciado não foi acatado. Ele chegou a ser preso temporariamente em janeiro deste ano, mas foi solto após o julgamento de um habeas corpus pelo Tribunal de Justiça do Estado. Patussi também deverá responder por ocultação de cadáver.

Conforme a denúncia, elaborada com base nas investigações da Polícia Civil, no dia do desaparecimento, no condomínio onde ambos moravam, Patussi modificou o ângulo de uma das câmeras de vigilância e desligou outra para evitar que o local do crime, um quiosque, não registrasse o momento do assassinato. Assim, imagens que formam o conteúdo probatório do processo mostram a vítima indo até o quiosque e sendo seguida por Patussi. Um minuto depois, apenas o denunciado é visto saindo do local. Essas são as últimas imagens de Potrich.

Assim, Patussi foi denunciado por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe (a desavença existente entre os dois há anos em virtude da troca de endereço do banco no qual a vítima era gerente), por asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima – além de ocultação de cadáver. Durante a coletiva de imprensa, o promotor de Justiça reiterou que as investigações da Polícia Civil seguem em andamento no caso de haver outras pessoas envolvidas na ocultação de cadáver.

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