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'Os criminosos disparavam contra nós por trás do cordão humano', diz delegado que enfrentou quadrilha no Noroeste

Polícia já tem suspeitos de ataque a banco que resultou na morte de PM

25/04/2019 17h40
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Gaúcha ZH
Policiais atingiram o fuzil usado pelos criminosos para matar um PM. Foto: Ronaldo Pinheiro / Especial
Policiais atingiram o fuzil usado pelos criminosos para matar um PM. Foto: Ronaldo Pinheiro / Especial

A Polícia Civil acredita que os criminosos que assaltaram a agência do Banco do Brasil, em Porto Xavier, na quarta-feira (24), integrem uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Segundo o delegado Heleno Santos, já há suspeitos. O policial foi um dos primeiros a chegar ao local, junto com outro três agentes. Ele estava na delegacia, que fica a três quadras do banco, quando ouviu os disparos.

— Seguimos em direção ao banco e demos o primeiro enfrentamento. Os criminosos estavam encapuzados e usando roupas pretas. Eles disparavam contra nós por trás do cordão humano. E nós disparávamos em direção a locais que não colocassem os reféns em perigo — conta Santos.

Para o delegado, esse confronto evitou que outros dois bancos da cidade fossem assaltados pela quadrilha. Na fuga, os ladrões deixaram galões com gasolina, miguelitos (ferros retorcidos usados para furar pneus), uma pistola 9 mm e três veículos. Ao analisar imagens de câmeras de segurança e ao recordar do confronto, o delegado acredita que pelo menos quatro criminosos tenham participado do assalto, podendo ser cinco.

Os assaltantes fugiram em direção a Campina das Missões, onde se esconderam em área de mata. Pouco antes, os policiais recuperaram uma quantia em dinheiro que estava dentro de um Sandero que havia sido roubado na região pouco antes do assalto. Mais adiante, acharam um saco com quantia ainda maior. Além disso, um Palio com placas clonadas e um furgão argentino foram utilizados.

De acordo com o policial, o soldado Fabiano Heck Lunkes, 34 anos, que acabou morrendo em troca de tiros com bandidos, foi assassinado por volta das 3h30min, quando dois dos criminosos tentaram furar um dos pontos fixos do cerco em meio à mata, onde estavam três PMs.

— Nesse local estava uma equipe de Cerro Largo. Houve troca de tiros intensa, mas rápida. Quando chegamos lá, o soldado Fabiano já estava baleado e os bandidos tinham voltado para a mata.

Conforme o policial, um dos tiros disparados pelos PMs atingiu o fuzil utilizado para matar o soldado. Na manhã desta quinta-feira (25), a arma foi encontrada no meio da mata, com o carregador danificado. Santos acredita que os bandidos agora estejam desarmados. A Delegacia de Roubos do Departamento de Investigações Criminais de Porto Alegre (Deic) também trabalha na investigação.

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