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Em obras, Hospital Regional de Palmeira das Missões tem conclusão prevista para dois anos

Instituição será referência para 500 mil pacientes de mais de 70 cidades, que atualmente precisam viajar para receber atendimentos em casos de média e alta complexidade.

11/06/2019 21h29
Por: Josoel Silvestre
Fonte: G1 RS
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em construção desde o mês passado, o Hospital Regional de Palmeira das Missões, no município do Norte do Rio Grande do Sul, tem conclusão prevista para dois anos. A instituição será referência para 500 mil pacientes de mais de 70 cidades, que atualmente precisam viajar para receber atendimentos em casos de média e alta complexidade.

A obra deve custar R$ 115 milhões, obtidos em convênio entre a prefeitura e o Ministério da Saúde. Já foram depositados R$ 60 milhões na conta do município, e o governo federal deve liberar o restante de acordo com o andamento da construção.

Só em Palmeira das Missões, todos os meses, quase 1,5 mil pessoas precisam buscar tratamento em hospitais de referência da região. Com isso, a prefeitura gasta pelo menos R$ 1 milhão por ano com transporte.

"O custo é absurdo na questão da ambulância-terapia. Os riscos nas estradas ocasionaram diversos acidentes, inclusive acidentes fatais. Os exames, principalmente os diagnósticos mais complexos, a região tem 98% de dependência dos grandes centros, especialmente Passo Fundo, Porto Alegre", diz o prefeito de Palmeira das Missões, Eduardo Russomano Freire.

Além dos gastos, as viagens causam transtornos a pacientes e acompanhantes. Há cerca de dois meses, o comerciante Daniel de Oliveira do Amaral sai de Palmeira das Missões e percorre mais de 100 km até Ijuí, onde passa por quimioterapia e radioterapia. Devido às viagens, precisou fechar o bar onde trabalhava.

"Saio às 6h da manhã daqui, a dificuldade, e fico o dia inteiro lá, e tem que ir todo dia. A viagem que é mais dificultoso", relata.

Para acompanhar o pai, a atendente Daniela de Oliveira também parou de trabalhar. "Demora em torno de quatro horas, ida e volta. Geralmente vai a van ou o carro da saúde, com os outros pacientes. Daí enquanto um não se libera, os outros também têm que esperar", relata.

A atendente celebra a construção do novo hospital. "Para todos aqui, eu acredito, da comunidade vai ser muito importante em todos os tipos de tratamento", afirma.

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