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Brasil vence a Argentina no Mineirão e se garante na final da Copa América

Seleção treinada por Tite espera pelo confronto Chile x Peru para conhecer adversário na decisão

03/07/2019 08h54
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Gaúcha ZH
Foto: Pedro UGARTE / AFP
Foto: Pedro UGARTE / AFP

Dois golaços, ao melhor estilo brasileiro sem um grande craque incontestável, foram a diferença para a Seleção na semifinal da Copa América. No Mineirão dos 7 a 1, a redenção da equipe veio em cima da grande rival Argentina, com um 2 a 0 de estilo. Mesmo sem ter sido tão melhor do que o adversário, pesou a camisa amarela. O time de Tite disputará a decisão, domingo, às 17h, no Maracanã. O adversário sairá nesta quarta-feira, quando Peru e Chile se enfrentam na Arena do Grêmio.

O começo de Brasil e Argentina lembrou os clássicos de antigamente. Ninguém aliviava dividida, ninguém levava drible impunemente. Até os 10 minutos, uma falta atrás da outra não deixavam o jogo ter sequência. Messi ficava alheio a tudo, vendo colegas e adversários se engalfinharem pela bola. A violência foi tanta que aos oito minutos já subiu o primeiro cartão amarelo, para Tagliafico, por acertar Gabriel Jesus. 

Só aos 11 apareceu uma oportunidade. Paredes teve um pouco de liberdade e arriscou da intermediária, pouco acima do travessão de Alisson. 

Foi desse lance até o gol que o Brasil encaixou a marcação. E começou a jogar. Era o melhor momento do time, impulsionado por Daniel Alves. Com personalidade e técnica, o lateral que vai procurar clube para trabalhar nas próximas semanas dava uma aula de sair da pressão, acertar passes e armar jogadas. Tanto que foi dele quase todo o trabalho do golaço de Gabriel Jesus. 

A magia ocorreu entre os 16 e os 17 minutos. Philippe Coutinho pegou a bola e colocou entre as pernas de Acuña. Na sequência, Pezzela chegou dividindo. O lance seguiu e Daniel Alves deu um balãozinho em Paredes. Avançou com a bola, Acuña apareceu na frente. Dani deu um leve corte e, de carrinho, o argentino foi parar fora da imagem da câmera. O lateral andou um pouco mais, olhou para a esquerda e passou para a direita, onde estava Firmino. 

De primeira, o atacante do Liverpool rolou para Gabriel Jesus no meio da área. Ali, parado, esperando, livre para concluir, também de primeira, e vencer Armani. O gol não acalmou o Brasil. Pior. Foi o que a Argentina precisava para perder qualquer medo de atacar o Brasil. E de Messi, para entrar no jogo. Aos 29, o camisa 10 cobrou uma falta para a área. A zaga brasileira não marcou e Agüero cabeceou no travessão. Thiago Silva salvou no rebote. 

Aos 36, Messi achou o espaço que precisava. De seu campo, arrancou com uma finta suficiente para deixar dois para trás. Arrancou. Serviu Agüero, que enquadrou o corpo e bateu. Marquinhos teve o tempo de bola perfeito para bloquear a conclusão. 

Até o final do primeiro tempo, a ordem do Brasil foi tentar controlar os avanços argentinos. E torcer para o tempo passar. Tite voltou do intervalo com uma mudança em seu time. Tirou Everton e botou Willian. A mexida não fez tanto efeito. Tanto um quanto o outro mais assistiam a Seleção jogar pelo lado onde estava Gabriel Jesus. O atacante do Manchester City teve a atuação que nunca tinha mostrado com a camisa amarela. 

Aos 10 minutos, Gabriel Jesus deu um drible sensacional, rolando por cima da bola, passando por dois ao mesmo tempo e serviu Coutinho, que ajeitou e bateu por cima do travessão. A resposta argentina veio com Messi. Ele estava bem posicionado na área e encheu o pé, acertando a trave. Na sequência, Messi devolveu a bola para a área, mas ninguém tocou para dentro.

Messi deu outro susto na torcida brasileira em uma falta na entrada da área. Ele cobrou por cima da barreira, no alto, mas Alisson estava muito bem posicionado e defendeu firme, sem rebote e sem cair no chão.

No melhor momento dos argentinos, quando parecia que o empate chegaria, Gabriel Jesus brilhou. Mesmo parecendo exausto, ele arrancou para o ataque em um dois contra dois. Adiantou demais, é verdade, mas dividiu com Pezzela e ganhou. Otamendi entrou desesperado. E levou o drible. O camisa 9 poderia ter batido a gol, mas preferiu servir a Firmino, com o gol aberto, apenas escorar e comemorar. 

O confronto acabou ali. Sem força, os argentinos correram atrás bravamente e aguentaram os gritos de olé no osso, sem apelar muito. Camisa, em clássico, pesa. 

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