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Juiz manda soltar motorista denunciado por provocar acidente que matou pai e filho na BR-386

Marcos Alciones Weiss, 42 anos, foi denunciado por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar

11/07/2019 08h19Atualizado há 1 semana
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Gaúcha ZH
Carro da família ficou destruído após colisão. Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação
Carro da família ficou destruído após colisão. Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação

O juiz Rodrigo de Azevedo Bortoli, da 1ª Vara Criminal de Lajeado, mandou soltar o motorista denunciado por dirigir bêbado e provocar a morte de pai e filho na BR-386, no trecho de Marques de Souza, no Vale do Taquari. Marcos Alciones Weiss, 42 anos, está no Presídio de Lajeado desde a colisão envolvendo o veículo que dirigia, um C4, e um Chevette, onde estavam as vítimas, ocorrida em 23 de junho. 

A decisão revogando a prisão, que atende a pedido do advogado do réu, Marco Alfredo Mejia, foi proferida na terça-feira (9) e estabelece condições:

• Assumir o endereço que deverá informar ao oficial de justiça e não o alterar sem prévia e expressa autorização judicial

• Proibição de se afastar da zona urbana de Lajeado/RS

• Proibição de conduzir qualquer espécie de veículo automotor

• Recolhimento domiciliar das 19h às 7h, de segunda à sexta-feira e, nos finais de semana, das 19h de sexta até as 7h da segunda-feira

• Até o próximo dia 05 de agosto, comparecer pessoalmente em cartório, para juntar documentos positivadores de seu local de moradia e de suas atividades laborativas

• Comparecer a todos os atos do processo

Conforme o magistrado, "o descumprimento de quaisquer das medidas poderá ensejar o restabelecimento da segregação cautelar". O juiz também destaca a necessidade de sequência da investigação, mesmo após a denúncia apresentada pelo Ministério Público, em que Weiss é acusado de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

“Imperioso o prosseguimento das investigações, pelo que o mais adequado é deferir os pedidos de diligências e postergar o pronunciamento acerca da inicial acusatória (para após a manifestação ministerial já com base no atendimento das diligências, inclusive aquela ora indicada pelo juízo)”, determina Bortoli.

De acordo com Mejia, o réu não estava embriagado no momento do acidente. O advogado defende ainda que a "aplicação do dolo como o promotor está atribuindo tem que ser severamente contestada e criticada, se for uma coisa que não é, e, no caso presente, não é".

A colisão entre os dois veículos ocorreu por volta das 5h15min de um domingo. O Chevette em que viajava uma família de Canoas foi atingido pelo C4 conduzido por Weiss. Morreram Adriano Scramozzini, 35 anos, e o filho dele, Luiz Henrique Scramozzini, de sete meses. A cadeirinha em que estava a criança teria sido amassada pelos bancos da frente devido à força do impacto. A esposa de Adriano e o outro filho do casal, de 17 anos, sobreviveram e foram atendidos no Hospital Bruno Born, em Lajeado. O filho mais velho foi quem retirou os familiares do carro na tentativa de socorrê-los. 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Weiss apresentava sinais claros de embriaguez, como a fala arrastada, olhos vermelhos e hálito etílico. Ele se recusou a fazer teste do etilômetro e de sinais motores na delegacia.

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