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Polícia Civil descobre duas ossadas de homens desaparecidos dentro de poço

11/07/2019 08h36Atualizado há 1 semana
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Diário do Iguaçu
Fotos: Divulgação/Polícia Civil/Saer
Fotos: Divulgação/Polícia Civil/Saer

As ossadas foram encontradas dentro de um poço, em uma propriedade no Distrito Marechal Bormann, em Chapecó, na tarde desta quarta-feira, 10.

Em coletiva à imprensa, o delegado Vagner Papini, da Divisão de Investigação Criminal, disse que as vítimas são Cleiton Dalariva Bublitz, de 22 anos, desaparecido desde 27 de outubro de 2018 e Claudio Pereira, de 41 anos, desaparecido desde o dia 2 de novembro de 2017, os dois tinham passagens policiais.

A investigação sobre o desaparecimento de Cleiton foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia Civil, com o delegado Thiago Oliveira.

“A DIC não participou desde o início e a investigação foi coordenada pela 1ª DP, até que as investigações avançaram e com auxílio da comunidade, conseguiu informações de que em um sítio, mais precisamente dentro de um poço, estariam dois cadáveres”, conta Papini.

Equipes deslocaram até o ponto e com ajuda do proprietário da área de terra e também do cão Iron, foi localizado o ponto onde estavam os corpos. Bombeiros usaram técnicas de içamento para descer pelo poço estreito e coberto por lixo – possivelmente para esconder os corpos – e fizeram a retirada das ossadas, trabalho finalizado por volta das 15h desta quarta. O delegado destacou o apoio dos Bombeiros, também dos peritos do IGP e do SaerFron, que fez o deslocamento das equipes até o ponto de difícil acesso.

Causa das mortes

A partir da localização dos corpos, as investigações serão repassadas para a DICFron para apurar a autoria das duas mortes. Sobre o que matou as vítimas, o perito e gerente do IGP de Chapecó, Jean dos Santos, disse que neste momento não é possível afirmar o que provocou a morte das vítimas. “Assim que os trabalhos forem concluídos, será remetido à polícia”, disse.

O perito destacou que essas investigações envolverão três institutos: de análise forense para coleta de material para comparação genética; o Instituto Médico Legal (IML) que vai analisar a causa da morte, e o Instituto Criminalista que fez análise no local em busca de vestígios que possam ajudar na investigação.

A confirmação formal e oficial das mortes dependerá destes procedimentos, que podem levar de 30 dias a 6 meses. Em um dos casos, destaca o perito, a vítima possuía uma platina na perna e que este objeto é rastreável, que pode ajudar na identificação mais rápida.

Investigação peculiar

Papini enfatizou que a investigação até a chegada destes corpos foi peculiar. “Geralmente temos um corpo e a partir dele fazemos a investigação. Desta vez fizemos o contrário, investigamos para chegar até este cadáver. Tínhamos a notícia de um desaparecimento e investigamos para saber se houve ou não morte”, detalhou.

Suspeitos do crime

Sobre a autoria dos crimes, o delegado destacou que a investigação será árdua, mas que existe a possibilidade de os autores de um homicídio serem os mesmos autores do outro. “Ou no mínimo que eles tenham alguma participação”, disse.

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