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Na região celeiro, gasolina varia até R$ 0,59 entre Coronel Bicaco e Três Passos

Em Coronel Bicaco, é possível abastecer a R$ 4,52 o litro

12/07/2019 11h19
Por: Gilmar Machado
Fonte: Jornal Província
Foto: RD Foco
Foto: RD Foco

Tomando a ERS-317, para em seguida ingressar na 330, saindo de Coronel Bicaco até o município de Derrubadas são pouco menos de 70 quilômetros de estrada. No trajeto cruza-se por Redentora, Miraguaí e Tenente Portela, até chegar ao destino.

De carro esse tempo pode ser percorrido em cerca de 1 hora de viagem. Aparentemente sem muitas diferenças em um local e outros, claro, guardada as devidas proporções e particularidades de cada município, no entanto, na bomba dos postos de combustíveis a diferença pode ser sentida com muito mais força.

Coronel Bicaco foi onde encontramos a gasolina mais barata. Em um dos postos da cidade é possível encher o tanque do carro a R$ 4,52 o litro, muito abaixo do que é encontrado em Derrubadas, onde o motorista gastaria R$ 4,86 por litro, para o mesmo produto, ou seja, gasolina comum.

Nas cidades entre meio a origem e destino usado como referência, os preços mudam bastante. A média da gasolina na maioria dos postos é de R$ 4,84, mas é possível encontrar preços mais altos, como em Miraguaí onde encontramos o produto por R$ 4,85 o litro. Em Tenente Portela nos postos pesquisados o preço pelo litro da gasolina fica entre R$ 4,65 e 4,87, sendo este último o mais caro encontrado pela nossa reportagem na rota que seguimos.

A diferença de preço é ainda maior se espicharmos a viagem até a cidade de Três Passos. Na capital da Região Celeiro o preço da gasolina já foi inclusive matéria estadual na RBS TV e é possível encontrar gasolina a R$ 5,18. O preço mais alto da região.

Em Três Passos, nos quatro postos que pesquisamos, a gasolina variou de R$ 4,96 a R$ 5,18 por litro.

O preço da gasolina em nossa região é um dos mais caros do estado e não precisa ir muito longe para verificar essa abismal diferença. Em Palmeira das Missões, por exemplo, o preço médio do litro de gasolina é de R$ 4,67, mas é possível abastecer na cidade a R$ 4,49.

Em Santa Rosa o preço médio é de R$ 4,59, mas existe pelo menos um posto da cidade que está vendendo a R$ 4,36.

O preço da gasolina caiu pela oitava semana consecutiva no Rio Grande do Sul. A média do litro passou a custar R$ 4,50, ou seja, uma redução de cinco centavos em relação à pesquisa anterior da Agência Nacional do Petróleo. É o menor patamar desde março.

O menor preço do estado é de R$ 3,95, encontrado em Passo Fundo, que ocorre por uma forte concorrência entre postos de combustível do município.

O preço médio do produto tem reduzido no estado de modo geral, mas pelo menos por hora, a redução que chega as bombas da região ainda é tímida ou quase inexistente, já que não encontramos em nossa rota, nem um posto vendendo abaixo dos R$ 4,50 por litro que é a média praticada no estado do Rio Grande do Sul.

Ao abastecer seu veículo no posto revendedor, o consumidor adquire a gasolina “C”, uma mistura de gasolina “A” com Etanol Anidro. A gasolina produzida pelas refinarias é pura, sem etanol. As distribuidoras compram gasolina A das refinarias da Petrobras e o Etanol Anidro das usinas produtoras (a Petrobras possui participação em algumas usinas). Elas misturam esses dois produtos para formular a gasolina C. A proporção de Etanol Anidro nessa mistura é determinada pelo Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA), podendo variar entre 18% e 27%, através de resoluções.

A gasolina “A” (sem Etanol Anidro) pode ser produzida pela Petrobras, por outros refinadores do país, por formuladores, pelas centrais petroquímicas ou, ainda, importada por empresas autorizadas pela ANP. Vendida para as diversas companhias distribuidoras em operação no Brasil, a gasolina “A” é então misturada ao Etanol Anidro, resultando na gasolina “C”. Esta, por sua vez, é vendida ao consumidor através dos milhares de postos de serviços presentes no Brasil.

O preço que a Petrobras pratica ao comercializar a gasolina “A” para os distribuidores pode ser representado pela soma de duas parcelas: a parcela valor do produto Petrobras e a parcela tributos, que são cobrados pelos estados.

Na maior parte dos Estados, o cálculo do ICMS é baseado em um preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF), atualizado quinzenalmente pelos seus governos. Isso significa que o preço nos postos revendedores pode ser alterado sem que tenha havido alteração na parcela do preço que cabe à Petrobras.

No preço que o consumidor paga no posto pela gasolina C, além dos impostos e da parcela da Petrobras, também estão incluídos o custo do Etanol Anidro (que é fixado livremente pelos seus produtores) e os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores.

Ao entender que a cadeia de formação do preço da gasolina é composta por diversas parcelas, fica fácil perceber que qualquer alteração em pelo menos uma delas terá reflexos, para mais ou para menos, no preço que o consumidor da gasolina ‘C’ pagará na bomba.

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