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Justiça solta presos que denunciaram violência policial após apreensão de maconha em Porto Alegre

Na última quarta-feira (10), 4,6 toneladas da drogas foram apreendidas em um depósito no bairro Humaitá. Seis pessoas foram presas. Durante audiência de custódia, suspeitos alegaram ter sofrido agressões dos policiais e obtiveram liberdade provisória.

12/07/2019 16h55
Por: Ryan Silvestre
Fonte: G1 RS
Seis homens foram presos no depósito com as drogas em Porto Alegre, e agora alegam terem sofrido agressões da Brigada Militar — Foto: Brigada Militar/Divulgação
Seis homens foram presos no depósito com as drogas em Porto Alegre, e agora alegam terem sofrido agressões da Brigada Militar — Foto: Brigada Militar/Divulgação

Uma decisão judicial concedeu liberdade provisória, nesta sexta-feira (12), aos seis presos durante uma apreensão de 4,6 toneladas de maconha em Porto Alegre. A juíza Lourdes Helena Pacheco Silva considerou alegações de agressões apresentadas pelos suspeitos, e determinou que eles fossem liberados, mediante algumas condições, como apresentação mensal em juízo para justificar suas atividades e recolhimento entre 6h e 20h.

O G1 entrou em contato com o 11º Batalhão de Polícia Militar, que realizou as prisões, e aguarda retorno.

Os seis foram presos em flagrante, na noite de quarta-feira (10), após o 11º BPM localizar um galpão em que 4,6 toneladas de maconha estavam armazenados, no bairro Humaitá, Zona Norte da capital. Um dia depois, a juíza Lourdes converteu o flagrante em prisão preventiva.

A Polícia Civil investiga o caso. A suspeita é de que a droga tenha sido trazida do Paraguai e seria distribuída na Região Metropolitana de Porto Alegre e no Vale do Sinos.

Durante audiência de custódia, os investigados narraram ter sofrido agressões. Um deles contou ter sido agredido com um tijolo, enquanto outro disse ter recebido chutes e socos na cabeça e nos olhos.

Um terceiro flagrado afirmou ter sido agredido por 30 policiais, com chutes. Outro relatou ter ficado com os dentes trincados. Há relatos da participação de pessoas com e sem fardas nas agressões.

Todos disseram não conseguir identificar os policiais que supostamente teriam cometido as agressões. Na ata da audiência, são citados vídeos e imagens dos ferimentos.

As defesas requereram a revogação ou relaxamento da prisão preventiva, alegando irregularidades. Pediu que o caso fosse informado à Corregedoria da Polícia Militar, e que os flagrados passassem por novo exame de corpo de delito.

O Ministério Público se manifestou, pedindo a manutenção da prisão, alegando que as lesões alegadas teriam sido geradas em tentativa de fuga dos presos. O órgão deve recorrer da decisão, e nesta tarde protocolou um novo pedido de prisão preventiva contra os seis.

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