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População regional deve buscar imunização contra a febre amarela

Secretaria Estadual da Saúde acredita que a partir de setembro o vírus da febre amarela deve chegar ao RS

08/08/2019 10h19Atualizado há 4 meses
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Rádio Alto Uruguai (com informações da Folha do Noroeste e Governo do Estado do RS)
A vacina está à disposição nas unidades de saúde e quem já tomou a dose está imunizado para toda a vida (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
A vacina está à disposição nas unidades de saúde e quem já tomou a dose está imunizado para toda a vida (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Estudos epidemiológicos e ambientais apontam que no mês de setembro, o vírus da Febre Amarela deverá chegar ao Rio Grande do Sul, onde, desde 2009, não são identificados casos da doença transmitidos dentro do Estado.

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, as primeiras regiões a serem atingidas são de Osório, no Litoral Norte, e Erechim, na região do Alto Uruguai, entretanto, a orientação é para que a população procure os postos de saúde dos municípios para realizar a vacina.

Há 15 dias, a morte de um macaco-prego, na localidade de Linha Sete de Setembro, no interior de Palmitinho, colocou a região da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), em alerta. O órgão recebeu a notificação da morte do animal, o que ocorreu em uma propriedade rural.

Foram coletadas amostras de órgãos do macaco, que estão em análise no Laboratório Central de Saúde Pública do RS (Lacen-RS), em Porto Alegre, e depois devem ser verificadas também em instituição no Paraná, que é referência em febre amarela, para confirmação se a morte foi ocasionada realmente pelo vírus.

Conforme o médico veterinário responsável pela Vigilância Ambiental da 19ª CRS, Mauro Dornelles, os primatas (macacos e bugios) são considerados sentinelas para a chegada da doença, e por isso não são culpados ou causadores. Dessa forma, jamais devem ser mortos. “Ainda não sabemos se há circulação do vírus, o que só poderá ser comprovado após o resultado dos exames, por isso, a prevenção é importante. Vale lembrar que é um mosquito silvestre o transmissor”, esclarece.

Imunização

A enfermeira Ana Claudia Lanzoni, responsável pelo Setor de Imunizações da 19ª CRS, ressalta que os 26 municípios abrangidos pela regional, (Alpestre, Ametista do Sul, Barra do Guarita, Bom Progresso, Caiçara, Cristal do Sul, Derrubadas, Erval Seco, Esperança do Sul, Frederico Westphalen, Iraí, Liberato Salzano, Novo Tiradentes, Palmitinho, Pinhal, Pinheirinho do Vale, Planalto, Rodeio Bonito, Seberi, Taquaruçu Do Sul, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três Passos, Vicente Dutra, Vista Alegre e Vista Gaúcha), são consideradas áreas de recomendação para vacinação contra a febre amarela.

Em outubro, junto com a multivacinação, deve ocorrer campanha de imunização, porém, a comunidade já pode procurar os postos de saúde para fazer a vacina. Desde o mês de julho, o Estado está realizando um censo no meio rural. O trabalho prevê a visitação casa a casa para o levantamento da situação vacinal dessa população e imunização das que ainda não tomaram a dose.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e tem dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. Trata-se de uma doença de alta letalidade, alerta Tani Ranieri, chefe da Divisão Epidemiológica do Cevs. Segundo ela, entre 40% e 45% dos casos evoluem para óbito.

A vacina está à disposição nas unidades de saúde e quem já tomou a dose está imunizado para toda a vida. A cobertura vacinal está hoje em 67% da população gaúcha. Tani Ranieri salienta que a transmissão da doença não ocorre de pessoa para pessoa ou do primata (macaco) para pessoa. Ela se dá exclusivamente pelo vetor, que é o mosquito.

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