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Estupro bate recorde no país e maioria das vítimas são meninas de até 13 anos

11/09/2019 11h27
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nessa terça-feira (10), registrou nível recorde de violência sexual. Foram 66 mil vítimas de estupro no Brasil em 2018, maior índice desde que o estudo começou a ser feito, em 2007.

A maioria das vítimas (53,8%) foram meninas de até 13 anos. Conforme a estatística, apurada em microdados das secretarias de Segurança Pública de todos os estados e do Distrito Federal, quatro meninas até essa idade são estupradas por hora no país. Ocorrem em média 180 estupros por dia no Brasil, 4,1% acima do verificado em 2017 pelo anuário.

De acordo com a pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Cristina Neme, “o perfil do agressor é de uma pessoa muito próxima da vítima, muitas vezes seu familiar”, como pai, avô e padrasto, conforme identificado em outras edições do anuário. O fórum é o órgão responsável pela publicação do anuário.

Para a pesquisadora, a reincidência do perfil indica que existe “algo estrutural nesse fenômeno”. Ela considera que a mudança de comportamento depende de campanhas de educação sexual e que o dano exige mais assistência e atendimento integral a vítimas e famílias.

De cada dez estupros, oito ocorrem contra meninas e mulheres e dois contra meninos e homens. A maioria das mulheres violadas (50,9%) são da raça negra.

Feminicídio

Além do crescimento da violência sexual, o anuário contabiliza alta dos homicídios contra mulheres em razão de gênero, o chamado feminicídio, descrito no Código Penal após alteração feita pela Lei nº 13.104.

Em 2018, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio, alta de 4% em relação ao ano anterior. No Rio Grande do Sul, o número de mortes cresceu mais de 40%.

De cada dez mulheres mortas, seis eram negras, revela o anuário. A faixa etária das vítimas é mais diluída, com 28,2% delas entre 20 e 29 anos; 29,8% entre 30 e 39, e 18,5% entre 40 e 49. Nove em cada dez assassinos de mulheres são companheiros ou ex-companheiros.

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