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Com ajuda do FBI, homem simula a própria morte para prender esposa que queria matá-lo

12/09/2019 10h00
Por: Josoel Silvestre
Fonte: CBS
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ramon Sosa saiu de seu processo de divórcio com uma história curiosa e macabra para contar. Em entrevista à CBS News, dos Estados Unidos, ele contou que precisou fingir a própria morte para desmascarar um plano da então esposa, Maria “Lulu” Sosa, para matá-lo.

Ele, que é dono de uma rede de academias de boxe em Houston, nos Estados Unidos, afirmou que descobriu o plano muito antes dele ser colocado em prática. Decidiu pagar para ver e que queria, acima de tudo, colocar a esposa na cadeia.

"Aqueles momentos logo depois de eu descobrir a intenção dela [de matá-lo] foram surreais. É claro que eu não quis acreditar no começo, mas me apresentaram provas. Quando aquilo se tornou uma realidade, eu fiquei com raiva, triste e confuso”, conta Sosa.

Acontece que o plano de Lulu passava por Gustavo, suposto assassino de aluguel e… membro de uma das academias de Ramon. Ao saber do plano da mulher, o próprio Ramon fez com que Gustavo se passasse por assassino e pedisse US$ 1,500 para executar o plano.

Plano B

As gravações feitas por Sosa e seu amigo não foram suficientes para a polícia prender Lulu e, então, a dupla foi além. Quem entrou na história foi o FBI, famosa agência de inteligência dos Estados Unidos.

O dono da rede de academias foi maquiado de forma que parecesse que ele havia levado um tiro na cabeça. Foi arrumado em uma vala e fotografado pelos agentes do FBI em imagem enviada para Lulu.

"Foi de gelar o sangue. É indescritível. Essa foto reflete, até hoje, uma das coisas mais difíceis que eu tive que fazer em minha vida”, disse Sosa.

Quando viu a foto, Lulu foi presa em flagrante pelo agente disfarçado que a apresentou a imagem. A história, que Ramon revelou agora, aconteceu em 2016 — desde então, Lulu cumpre pena de 20 anos de reclusão.

"Eu nunca pensaria que ela ia querer me matar. Nosso divórcio estava sendo difícil, e nós brigávamos, mas este nível de violência nunca passou pela minha cabeça”, afirmou Ramon.

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