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Carazinho recebe mais imigrantes venezuelanos

Cinco jovens que deixaram Roraima recentemente pretendem reconstruir a vida no sul do país e ajudar familiares que permanecem no país natal

12/09/2019 11h07
Por: Josoel Silvestre
Fonte: Diário da Manhã
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Carazinho acaba de receber mais um grupo de venezuelanos. Em novembro do ano passado, a cidade já havia recebido dois jovens casais que estavam há alguns meses em Pacaraima (RR) e foram acolhidos por integrantes carazinhenses da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Os cinco imigrantes que chegaram agora estão abrigados, por ora, na casa de um dos casais que já vive em Carazinho, no bairro Princesa.

Angel Eduardo tem 19 anos e está no Brasil há dois anos. Decidiu deixar o estado de Roraima pois conseguir trabalhar e ter acesso a educação estava difícil, na avaliação dele.

“Na Venezuela tem trabalho, mas o salário não está valendo nada. Comprar comida, roupas estava bastante complicado”, conta. Em Roraima, ele fez curso através do Senai e chegou a trabalhar com panificação, área que deseja seguir na nova cidade. “Quero conseguir um trabalho, voltar a estudar”, projeta.

Os pais de Angel estão em Roraima, mas os avós do jovem permanecem no país de origem.

“Penso em voltar para vê-los. Deixá-los é triste. Temos uma relação muito próxima, mas a necessidade faz com que a gente busque uma vida melhor. Não temos outra opção”, lamenta.

Daniel Vargas tem 28 anos e busca uma nova oportunidade de vida no Brasil. “Vim pelos meus parentes que passam necessidade na Venezuela. Preciso trabalhar por eles. Lá não tem nada e é melhor sair para um país que tem oportunidade de trabalhar”, conta ele, que está em terras brasileiras há um ano e meio. Formado em engenharia elétrica, Daniel gostaria de conseguir um emprego na área, mas está disposto a trabalhar em qualquer função. “Ainda estamos assimilando este recomeço. Estamos em uma cidade nova, mas tenho certeza de que será bom. Porque os brasileiros tratam os venezuelanos muito bem”, destaca, ressaltando que no Brasil as pessoas têm se preocupado em oportunizar uma nova vida aos imigrantes.

Davi Jesus Martinez Garcia tem 28 anos e é casado. Veio ao Brasil antes da esposa Frani Maria Lopes, e depois de oito meses trouxe a companheira. Profissional da informática, ele pretende fixar residência em Carazinho. Prestes a ser pai – Frani está grávida, Garcia garante se dedicará pela família. Frani tem 26 anos e conta que a expectativa de vida em Roraima não era muito boa, já que existem muitos venezuelanos buscando oportunidades. “Decidimos vir a Carazinho em busca de uma melhor qualidade de vida. Vamos ter nosso filho aqui porque na Venezuela é impossível”, informa ela. Ainda em Roraima ela iniciou o acompanhamento da gestação e agora dará continuidade ao pré-natal em Carazinho.

“Agradecemos a Deus por estarmos aqui. Não imaginávamos que um dia estaríamos tão longe da Venezuela, mas aqui vamos formar nossa família, conseguir trabalho e melhorar nossa vida”, disse ela, que dos familiares apenas o esposo está perto dela. “Todos os demais ficaram na Venezuela. Gostaria de trazer minha mãe pelo menos”, completou.

Estefani Rojas, de 20 anos, deixou a Venezuela há sete meses para viver inicialmente em Boa Vista. “Meu sonho é continuar estudando, conseguir um trabalho e melhorar de vida. Quero ajudar minha família que ficou na Venezuela” conta ela, que no país natal fazia faculdade de administração e teve que interromper o curso por causa da crise pela qual o país passa.

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