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Médicos retiram 40 larvas que estavam comendo cabeça de criança

11/10/2019 11h35
Por: Josoel Silvestre
Fonte: G1
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma criança de 7 anos foi internada no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, com uma lesão causada por parasitas na cabeça. De acordo com o médico veterinário Fabiano Miranda, que acompanha o caso e o divulgou em redes sociais, mais de 40 larvas foram retiradas da cabeça da menina.

A garota chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia no dia 3 de outubro. Segundo a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), gestora da unidade, a criança ficou no local até o dia 4, quando foi transferida ao Hospital Irmã Dulce. O conselho tutelar investiga o caso, que está em segredo de Justiça.

Em entrevista, Fabiano Miranda afirmou que, nas primeiras 24 horas, ainda na UPA, foram retiradas mais de 40 larvas da cabeça da menina. De acordo com ele, a decisão de transferi-la para um hospital aconteceu justamente porque havia larvas em regiões mais profundas da cabeça. O veterinário afirma que agora o risco está controlado.

Fabiano contou ainda que foi acionado pela enfermagem da UPA, pois a infecção provocada pelas larvas, conhecida como “berne”, aparece principalmente em animais. A doença é causada pelos ovos de moscas, que, quando depositados em ferimentos abertos na pele, transformam-se rapidamente em larvas.

No caso de crianças, a infecção pode acontecer em ferimentos causados por piolho, segundo o veterinário. Como a mãe relatou que a criança não tinha piolhos, é possível que ela tenha batido a cabeça e que o ferimento tenha passado despercebido.

De acordo com o médico veterinário, após a criança reclamar de fortes dores de cabeça, a mãe encontrou os buracos. A menina foi levada imediatamente a UPA. Fabiano Miranda disse ter ficado desesperado ao ver a criança, que chorava demais, “porque o bicho se alimenta de carne e estava comendo a cabeça dela”, segundo ele.

O profissional continua acompanhando o processo de tratamento. Não é normal encontrar casos assim em ambientes urbanos. “Nos meses de setembro e outubro há mais ocorrências. Estou acompanhando a melhora da criança diariamente e irei visitá-la pessoalmente”, diz Fabiano.

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