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TAISON

"Estou tentando ser forte", diz Taison sobre caso de racismo na Ucrânia

Atacante reagiu aos insultos da torcida do Dínamo de Kiev em partida no domingo

11/11/2019 18h24
Por: Gilmar Machado
Fonte: Gaúcha ZH
Taison deixou o campo sendo consolado por jogadores do Dínamo de Kiev FC Shakhtar Donetsk / Divulgação
Taison deixou o campo sendo consolado por jogadores do Dínamo de Kiev FC Shakhtar Donetsk / Divulgação

Os brasileiros Taison, ex-Inter, e Dentinho, ex-Corinthians, foram alvos de ofensas racistas durante uma partida do Campeonato Ucraniano entre Shakhtar Donetsk e Dínamo de Kiev, no último domingo (10). Em entrevista ao programa Bola nas Costas, da Rádio Atlântida, o atacante gaúcho se manifestou sobre os insultos sofridos e a respeito da reação que tomou diante do ocorrido. 

— Estou tentando ser forte. Na verdade, eu nunca passei por isso na minha vida, estou no país há nove anos e não tinha acontecido isso. Eu já tinha visto acontecer em outros lugares e outros estádios. Cheguei em casa e precisei ficar um pouco sozinho, fiquei perto das pessoas que estão sempre comigo. Hoje estou melhor, e gostaria também de agradecer a todos pelas mensagens. Vamos seguindo em frente — destacou. 

Taison reagiu aos cânticos racistas gesticulando e chutando a bola em direção aos torcedores rivais. Acabou sendo expulso do jogo, que chegou a ser paralisado pelo árbitro por cerca de cinco minutos. 

— Foi um negócio muito difícil. Eu saí do jogo triste. Fiquei mais triste pelo árbitro ter me expulsado. Eu não entendi, mandaram eu voltar para o campo e eu não queria ter voltado, já estava no vestiário. Como capitão da equipe, voltei por causa dos meus companheiros. Era um clássico e nós estávamos precisando da vitória. Quando voltei e fui expulso, não entendi nada — contou. 

Segundo o atacante, ele recebeu apoio dos companheiros da equipe e também do técnico do Shakhtar, mas não entendeu o motivo deles terem voltado a campo. Taison ainda relatou que, logo depois do fato, uma das primeiras coisas que passou pela sua cabeça foi a vontade de deixar o futebol ucraniano. 

— Depois de ontem (domingo), foi a primeira coisa que eu pensei (ir embora). Vou ter que arrumar minhas coisas e voltar. Mas está difícil, pois eles recusaram uma proposta do Milan, no meio do ano, de 30 milhões (não especificou a moeda). Imagina pedir para voltar agora, não tem como. 

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